15jan
2016
0

Para as tentantes que estão com dificuldades nessa jornada.

O sonho de ser mãe é algo que abarca quase todas as mulheres em algum momento de suas vidas, principalmente quando se aproxima dos 30. As baladas perdem a graça, os relacionamentos se tornam sólidos assim como a condição financeira e emocional.

É uma verdadeira epidemia, bebês fofinhos eclodindo em todos os lugares,  filhos de amigas, primas, colegas de trabalho e você  sem dúvida começa a desejar secretamente que o seu venha logo!
Para a maioria é um processo natural, alguns meses sem anticoncepcional e pronto, já pode esperar o barrigão e comprar o enxoval, mas para algumas de nós as coisas não se passam bem assim.
Primeiro o desejo e a ansiedade são secretos,  até mesmo do marido e amigos íntimos, você nem sequer conta que deixou o anticoncepcional de lado, o que para a mim teve severas consequências na pele.  Depois, começam a surgir algumas inclinações, o assunto é levantado de forma despretensiosa: “quando eu tiver o meu filho…” e por fim… Assumimos para nós mesmas: Quero engravidar!

Aí começa a correria, você gasta fortunas com testes de ovulação, baixa aplicativos no celular, aprende a medir a temperatura basal e inferniza os maridos que tem obrigação de “comparecer” no seu período fértil, não importando o cansaço do dia de trabalho.

Após alguns meses a ansiedade e também a frustração começam a tomar conta, a cada menstruação vêm aquela sensação de vazio, de útero vazio, de casa vazia, de família incompleta. E depois de tanto chorar escondido no banheiro com testes de farmácia na mão, a verdade vem a tona: Não consigo engravidar!
Perspectiva assustadora! Desesperadora, o tempo todo a dúvida: “O que há de errado comigo?”. Para piorar suas amigas só falam das peripécias de seus filhos, as grávidas parecem que se materializam do chão esfregando seus barrigões orgulhosos bem na sua cara. Você nunca tem tanta consciência de que tem um útero, ovários e trompas como nesse momento,  talvez em uma cólica muito forte,  o que não vem ao caso!

Aí começam os intermináveis exames de sangue, ultrassons,  ácido folico,  conselhos de pessoas mais velhas e das amigas: “ficar com as pernas para cima” “fazer repouso”  simpatias e…Nada!
Aí recorremos aos maridos,  uns vão de bom grado fazer os desconfortável exame, outros não,  tive a sorte do meu aceitar numa boa!
E o veredicto foi…  Alteração na mobilidade da maior parte dos espermatozoides, apenas 5% com motilidade normal. O que fazer?  Vitaminas?  Parar de beber?  Rezar por um milagre? Justo eu que sou nada religiosa?

Depois de muito pensar resolvi partir para a inseminação,  ainda não sei se é o tratamento correto pra mim,  mas eu em minha ansiedade e achismo acredito que sim,  contatei uma clínica de fertilização e lá vamos nós,  prometo relatar todo o processo, as agruras e espero alegrias rumo à maternidade e a torcida para que o tão sonhado positivo apareça para mim e para todas aquelas que entendem perfeitamente o que eu estou sentindo.

No Comments

Reply